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A edição de 2026 do Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena marca uma trajetória de 10 anos de diálogos, pesquisas e trocas de saberes entre comunidades indígenas, pesquisadores e estudantes. Realizado em Natal/RN desde 2016, a oitava edição acontecerá entre 15 e 18 de setembro de 2026 e reafirma seu compromisso com a construção de uma ciência plural, crítica e intercultural.
Fruto da parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRN) e a Licenciatura em Educação Intercultural Indígena (LICEII/UFRN), o Ciclo consolidou-se como referência nacional e regional na área da etnologia indígena. Para esta edição, o evento conta com a colaboração de programas de pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o que amplia a rede de interlocução acadêmica e reforça caráter interinstitucional e nacional do Ciclo.
Em 2026, o VIII Ciclo convida a reflexão sobre Territórios Indígenas e Futuros Possíveis, diante dos desafios climáticos e territoriais que marcam o nosso tempo e das alternativas que emergem dos modos de vida e dos conhecimentos dos povos indígenas. O tema evidencia a urgência de enfrentar os efeitos da degradação ambiental, da violência contra os povos indígenas e das desigualdades sociais. Ao mesmo tempo, propõe reconhecer e ampliar suas contribuições para a regeneração da vida, a justiça ambiental e a democracia. Trata-se de repensar as múltiplas formas de habitar, considerando o lugar das epistemologias e práticas indígenas na construção de alternativas ao modelo hegemônico de exploração da terra e da vida.
A programação contará com rodas de saberes, painéis temáticos, oficinas, minicursos e mostra audiovisual, além de espaços de socialização de materiais didáticos e produções acadêmicas. O evento reafirma a universidade como fórum público de diálogo entre mundos, territórios e saberes, fortalecendo a construção de políticas de conhecimento comprometidas com a diversidade, a sustentabilidade e a democracia.
Territórios Indígenas e Futuros Possíveis é, por fim, um convite coletivo: à antropologia, aos povos indígenas, às instituições públicas, aos órgãos do sistema de justiça e à sociedade em geral para pensar juntos: quais futuros queremos? Quais futuros são possíveis? E de que modo os territórios indígenas, enquanto espaços de vida, memória, conhecimento e luta, são fundamentais para a construção desses futuros?